Work in Progress do Festival de Dança contou com alunos do Belas Artes

Work in Progress do Festival de Dança contou com alunos do Belas Artes

Durante o Festival de Dança de Joinville deste ano, cerca de 40 artistas de todos os lugares do Brasil tiveram a oportunidade de participar de uma vivência artística de quase duas semanas. As residências eram de Dança Contemporânea e Prática de Montagem em Musical, e aconteceram do dia 12 à 23 de Julho com carga horária total de mais de 60h. Dentre os participantes do 1º Work in Progress do Festival de Dança de Joinville, 3 são alunos do Curso Técnico em Teatro do Belas Artes Joinville.

Participantes do Work In Progress com diretores do Festival de Dança de Joinville. Foto: Nilson Bastian

 

Work in progress


A Montagem do Musical foi dirigida pelo coreógrafo, diretor artístico e bailarino, Alan Rezende e pelo cantor e diretor musical, Jessé Bueno, ambos do Rio de Janeiro e com ampla experiência em musicais. Os bailarinos, atores e cantores participantes contracenaram cantando, dançando e atuando, integrando todas as linguagens e provando o poder das conexões. Para participar do Work in Progress foi necessário fazer uma inscrição pelo site do Festival de Dança de Joinville, enviando um vídeo mostrando as habilidades artísticas, um currículo e uma carta de intenção.

Após o término das inscrições, 20 artistas de todo o Brasil foram selecionados para fazer parte da prática de montagem em musical. Durante a montagem, os participantes puderam experimentar de um ambiente de criação coletiva e aprender técnicas nas diversas linguagens artísticas. Foram 10 dias intensos de trabalho físico e mental, a fim de produzir um espetáculo que trouxesse à cena a realidade das redes sociais e dos recursos tecnológicos.

Arte e tecnologia


Apresentação do Espetáculo durante o Festival de Dança de Joinville. Foto: Nilson Bastian

 

Intitulado como “Tropicália Cardboard”, o tema base do musical foi arte e tecnologia, o que evidencia a inclinação do espetáculo para o movimento tropicália. O tema teve o objetivo de contextualizar a arte à modernidade e os recursos que ela oferece. Para o diretor Alan Rezende a tecnologia deve ser agregada à arte e utilizada a favor do homem, seja no cotidiano ou nos palcos.

O movimento tropicália trouxe uma ruptura criativa ao status da arte na época. Fazendo referência à cultura popular e falando de política de forma não militante, os artistas do movimento não tiveram um compromisso com padrões. Com cores e humor, seguiram pela contracultura e apresentaram ao Brasil e ao mundo, uma nova MPB. Provando que, com criatividade, é possível resgatar histórias e criar novas experiências. As obras compunham um quadro crítico e complexo do Brasil unindo aspectos tradicionais à modernidade e cultura de massa, trazendo elementos como astronautas e discos voadores.

Para fazer referência às inovações tecnológicas, o espetáculo contou com o cardboard, óculos de realidade virtual da Google, que foi desenvolvido para popularizar este recurso e proporcionar a tecnologia da realidade virtual ao maior número de pessoas. Na realidade virtual, as imagens ganham sons e formas 3D, que garantem ao usuário uma experiência repleta das mais diversas sensações. Como um espetáculo que acontece diante dos olhos do espectador, que neste caso, também está em cena.

A união dos dois termos, tropicália e cardboard é um convite a refletir sobre como a tecnologia pode interferir na arte de maneira positiva, possibilitando recursos técnicos que agregam valores estéticos e conceituais ao espetáculo.

Dança, teatro e música


Apresentação do Espetáculo durante o Festival de Dança de Joinville. Foto: Nilson Bastian

 

A experiência foi de grande valor para todos os participantes, principalmente para Rafael Martins e Marines Dacko, estudantes do Belas Artes que participaram da montagem e puderam estrear pela primeira vez em um musical profissional. Os alunos contaram que puderam colocar em prática tudo o que aprenderam no Curso Técnico em Teatro e que sem a base da técnica vocal e da dança, teria sido muito mais difícil acompanhar o ritmo dos ensaios. Afinal, para os que amam atuar, habilidades como dançar e cantar são muito importantes.

No teatro, outras linguagens artísticas ganham espaço, o que faz com que seus praticantes busquem conhecimento técnico em outras áreas da arte. No Curso Técnico em Teatro do Belas Artes Joinville os alunos têm matérias como técnica vocal e expressão corporal, que prepara os futuros profissionais de teatro para o mercado de trabalho. Mas este cuidado com o aluno não acontece apenas no curso técnico. Nos demais cursos da escola a grade de conteúdos é planejada visando a melhor formação para o aluno, garantindo os melhores recursos para o aprendizado.

Para conhecer os cursos do Belas Artes Joinville, clique aqui.


Belas Artes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Entre em contato!

Não estamos online no momento. Mas fique a vontade para nos enviar uma mensagem!

Ótimo! Agora escreva a sua dúvida!

Clique ENTER para enviar!