O ritmo de quem dança

O ritmo de quem dança

Costumamos ler muito sobre música, dança, o que influencia um e outro, como começar, quais são os modelos de instrumentos musicais, os tipos diferentes de dança e por aí vai. São informações interessantes e curiosas. No entanto, ainda pouco se vê publicado sobre as duas artes complementares desempenhadas juntas. A relevância da música executada ao vivo pode influenciar o resultado final de uma peça de balé, por exemplo. É exatamente ela (a música) que traz o ritmo a quem dança.

Se pensarmos mais a fundo, o som e o movimento extrapolam o princípio do encantamento das artes e assumem também o papel de comunicar. A dança fala conosco, mesmo sem palavra alguma. Os gestos, sons e passos podem dizer muito mais do que nossas palavras.

Casamento perfeito

Junto com o teatro, a música e a dança formam o tripé das artes. É um conjunto de ações técnicas e lúdicas, de inteligência corporal e musical trabalhando harmônica e belissimamente. A arte pode edificar, inspirar e enriquecer a vida. Dança e música especificamente têm efeito sobre a mente, atitudes e espírito. Apresentadas em um mesmo momento possuem um resultado ainda maior! São dons únicos, sim, mas sem dúvida complementares também.

Escolas profissionais

Em um bate-papo com o diretor geral da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, o pianista russo Pavel Kazarian, ele fala exclusivamente com o Conservatório Belas Artes e explica um pouco mais sobre o princípio de tocar enquanto os bailarinos dançam. “Existe tradição histórica, tanto no ensino da dança quanto na apresentação final, com a música acontecendo ao vivo”, comenta o músico. Como ele mesmo gosta de exemplificar cita a frase conhecida e verdadeira: “A música é parceira da dança”.

Na Escola Bolshoi tanto a conclusão no palco, como as aulas diárias acontecem embaladas ao som presencial do piano. Com ensinamento de balé clássico, contemporâneo e música, Pavel embasa a filosofia: “O contato de coreógrafos com grandes compositores como Tchaikovsky, Debussy, Stravinsky e muitos outros, fortaleceu essa parceria, exigindo do bailarino musicalidade como fator de sucesso profissional”, afirma. Ele ainda explica que a música ao vivo tem suas variáveis, tanto no som quanto no tempo, “possibilitando e exigindo do bailarino ouvir mais, ser mais musical e, ao final, mais plástico e mais artista”.

Ideal x real

“A prática de música ao vivo nas escolas de dança está cada vez mais difícil por questões financeiras e mão-de-obra qualificada, mas ainda assim as maiores companhias e escolas de balé do mundo trabalham com a música ao vivo “, conclui o diretor geral da Escola do Teatro Bolshoi.

Sabemos que nem sempre é viável assumir essa posição nas escolas. A música orquestrada em CDs cumpre o papel de ilustrar o som enquanto os dançarinos praticam e apresentam sua arte com dedicação e excelência.

E você? Como é o seu ritmo? Qual expressão artística já falou com você?

Conte para nós. Será um prazer conhecer o seu relato.

😉

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