O que faz um gênio? Da Vinci, curso de desenho infantil e pais corujas

Os pais sempre querem oferecer o melhor a seus filhos e garantir que sua infância seja um caminho para um futuro brilhante. E quando se trata da palavra GÊNIO muitos pensam logo na matemática, na ciência e, nos dias atuais, nas grandes (e ao mesmo tempo ‘nano’) tecnologias. Acontece que para o jornalista e escritor norte-americano, Walter Isaacson (autor das biografias de Steve Jobs, Einstein, Da Vinci e Benjamin Franklin), o que faz de alguém um gênio é a criatividade, ou seja, sua “capacidade de aplicar a imaginação a quase todas as situações”.

Arte e ciência parecem estar distantes, mas quando se coloca a criatividade como ponto chave para a pesquisa, para as novas descobertas, para a produção (mesmo que imaginária) de possibilidades, arte e ciência se aproximam. Para quem ainda não as tinha visto próximas, vê-se então, uma só ciência ou uma só arte. Um curso de desenho infantil, por exemplo, pode ser um caminho de descoberta de mundo e os maiores gênios da humanidade, também percorreram esta estrada. É curioso imaginar gênios como Albert Einstein ou Steve Jobs sendo artistas, mas o pesquisador Isaacson conta em seus livros que Einstein tocava violino e que Jobs chegou a dançar:

“Albert Einstein retirava seu violino para tocar Mozart quando estava frustrado em busca de teorias (ele disse que o ajudou a se reconectar com as harmonias do cosmos). Steve Jobs acreditava que a beleza importa, que as artes, ciências e humanidades deveriam todas se conectar. Depois de abandonar a faculdade, Jobs se matriculou em aulas de caligrafia e dança.”

Professor Albert Einstein playing his violin in 1932.
Professor Albert Einstein tocando seu violino em 1932. (Arquivo Bettmann/Getty Images)

Da Vinci: o artista cientista

Leonardo Da Vinci, conhecido popularmente por suas pinturas, foi um grande inventor e ilustrador, contribuindo para a matemática, engenharia, geografia e anatomia. Para Walter Isaacson, Leonardo Da Vinci é o maior gênio criativo da história, não porque ele era o mais inteligente, “mas porque ele podia pensar como um artista e um cientista, o que lhe dava algo mais valioso: a capacidade de visualizar conceitos teóricos”. A curiosidade era o traço mais inspirador de Da Vinci, que também foi aluno antes de tudo, não em um curso de desenho infantil convencional, é claro, mas foi aluno e começou como todos, aprendendo as técnicas necessárias à prática e desenvolvendo sua identidade como artista.

Como pais, a preocupação muitas vezes é se as crianças estão “fazendo o certo” no curso de desenho infantil ou em outros cursos de artes. Mas questionar, observar, experimentar e ter as suas próprias perspectivas podem facilitar um caminho criativo que levará as crianças a um processo de construção de identidade e descoberta de possibilidades sobre si mesmas e sobre o mundo a sua volta. Isaacson cita sobre as descobertas de Da Vinci e suas contribuições para a arte:

“Da Vinci nunca parou de observar. […] Quando ele andava pela cidade, ele percebia como as expressões faciais das pessoas falando relacionavam-se com suas emoções. Quando viu pássaros, notou quais moviam suas asas mais rapidamente na subida do que na descida, e quais faziam o contrário. Quando ele despejou água em uma tigela, ele observou como os redemoinhos giravam. Essas observações levaram-no a criar alguns de seus mais brilhantes golpes de arte, desde as ondulações do rio Jordão ao redor dos tornozelos de Jesus no Batismo de Cristo até os inquietantemente poderosos desenhos do dilúvio. Ele também foi a primeira pessoa a explicar como os redemoinhos de sangue do coração fazem com que a válvula aórtica se feche. E seu desenho do Homem Vitruviano – um trabalho de exatidão anatômica combinado com beleza estonteante – tornou-se o ícone proeminente da conexão entre arte e ciência.”

Leonardo da Vinci started painting his famous Last Supper mural in Milan in 1495
Leonardo da Vinci começou a pintar seu famoso mural da Última Ceia de Milão em 1495 (Arquivo Universal History/Getty Images)

Assim como Da Vinci, os alunos do Curso de Desenho Infantil do Belas Artes Joinville recebem dos professores conceitos teóricos e práticos sobre pintura e desenho, mas a curiosidade e a criatividade é o que mais desejamos despertar. Para os pais corujas que desejam estimular a criatividade dos filhos em casa, temos um post com diversas dicas de atividades.

Criatividade tem sido um requisito cobiçado no mercado de trabalho atual e a previsão é que a demanda pela habilidade cresça ainda mais. Seja para o futuro dos pequenos ou visando o presente, o curso de desenho infantil é uma boa pedida para os pais que querem aliar conhecimento técnico, abstração e criatividade!

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Autora: Heloiza Castro

Fonte: What Makes a Genius? | Walter Isaacson – Revista Times, 2017.

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