Os maiores violeiros do Brasil

Os maiores violeiros do Brasil

Quando o assunto é viola encontramos tipos diferentes do instrumento: viola de arco (ou erudita), viola clássica, viola caipira e, ainda assim, cada uma delas possui variações na própria nomenclatura. Mas hoje vamos nos concentrar na mais popular, a viola caipira!

Você sabia que existe o Instituto Brasileiro de Viola Caipira? Trata-se de uma instituição sem fins lucrativos sediada em Belo Horizonte (MG), com o objetivo de promover projetos e pesquisas. A entidade permite acesso a partituras e literatura, estimulando a formação musical e profissional de violeiros. O IBVC também apoia cursos e palestras relacionados ao instrumento e articula dois importantes eventos da categoria, o Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira e o Festival Mineiro de Viola Caipira.

No Brasil a viola caipira, instrumento de 10 cordas, se faz presente em quase todos os estados. Comum em manifestações populares como Folias de Reis, Fandango, Catira e batuques a história remete ao folclorista paulistano Cornélio Pires a entrada da viola em palcos também.

Dupla ou solo?

Em duplas ou na versão solo os violeiros representam não apenas o instrumento que tocam, mas a verdade e paixão ao som do interior do Brasil. Inicialmente formados em duplas era comum que a composição fosse entre a própria família como no caso dos irmãos Tonico e Tinoco, por exemplo. Outra dupla bastante importante neste meio era a dos amigos Tião Carreiro e Pardinho.

No entanto, da década de 50 pra cá já é comum ouvir o som da viola caipira sendo executado de maneira solo. Algumas duplas se desfizeram e também novos violeiros começaram a despontar, inclusive de maneira mais recente ganhando espaço em centros urbanos também. São os chamados novos violeiros, que aparecem de maneira autodidata fazendo uso de recursos da internet para aprender ou os que realmente se profissionalizam e investem em escolas de música.

Violeiros que fizeram história

O Brasil tem uma história bastante rica na música.. A seguir apresentamos cinco instrumentistas que marcaram época por aqui. Será que você já ouviu falar de algum deles?

Tião Carreiro

Já citado anteriormente, Tião Carreiro foi o precursor no destaque à viola caipira, que até então apenas acompanhava, sem muita relevância, o violão em outros ritmos. Foi ele quem criou um estilo que exigia grande habilidade na execução dos arranjos colocando solos de viola na introdução da música e sendo repetidos nos intervalos dos versos. Essa nova modalidade recebeu o nome de pagode e desta maneira a viola passou a ser tocada em batidos (acompanhando a melodia e fazendo duetos com o intérprete).

Renato Andrade

Foi com Renato Andrade que a viola ganhou um sabor erudito, porém, sem perder o tempero caipira. Considerado um dos melhores violeiros que já existiu, foi ele o instrumentista responsável em fazer a viola caipira percorrer todo o mundo. Este mineiro iniciou sua carreira tocando música clássica no violino, mas foi com a viola caipira que se destacou. Andrade ganhou o Brasil e o exterior, colocando a presença da viola caipira em palácios, teatros e palcos.

Adauto Santos

Adauto Santos, falecido há quase 20 anos, nasceu em São Paulo mas foi criado em Londrina (PR). Violeiro, cantor, compositor e violonista, Adauto teve suas primeiras composições gravadas pelo grupo Os Amantes do Luar. Em suas produções sempre buscava construir uma ponte entre a MPB e a música caipira, levando a viola para os bares paulistas na década de 60.

Helena Meirelles

No caminho inverso, foi mundialmente que a violeira Helena Pereira Meirelles (também cantora e compositora) se tornou conhecida pelo talento em tocar a viola caipira. Nascida e crescida em meio a peões, violeiros e comitivas, a então menina era encantada por esse instrumento, no entanto, foi proibida pela família de tocar viola caipira. Não contente, Helena aprendeu a tocar sozinha, às escondidas, e apenas perto dos 70 anos de idade ganhou reconhecimento no Brasil. Foi com a matéria “100 mais” na revista norte-americana “Guitar Player”, que apontava a instrumentista por sua atuação nas violas de 6, 8, 10 e 12 cordas, que Helena Meirelles, enfim, teve reconhecimento no Brasil.

Almir Sater

Cantor, violeiro e compositor o mato-grossense Almir Sater é um dos responsáveis pelo retorno da viola de 10 cordas. Com mais de 30 anos de carreira, o músico se destaca ao agregar um toque mais sofisticado ao instrumento, incorporando estilos como blues e rock.  Almir Sater é considerado um artista completo e foi reconhecido pela Revista “Rolling Stone Brasil” como um dos 30 maiores instrumentistas da música brasileira.

E aí? Você conhecia algum deles? Tem outro nome para sugerir aqui?

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Belas Artes

Comments

  1. Alexsander Rosolini Says: maio 30, 2017 at 10:07 pm

    Faltou o Bambico…

  2. Natal Santana Says: julho 16, 2017 at 2:03 am

    Poderiam ter incluído o Zé do Rancho!

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